"E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti." (Friedrich Nietzsche)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Insensatez


A sua insensatez me faz perder o foco
Já procurei motivos e não encontro
O desespero do que eu imploro
Um motivo para esse desencontro

Cadê você, onde está?
Mentindo novamente?
Eu sei que volto para o Start
Mas e você não muda sua mente?

Não quero uma criança ao meu lado
Não quero ter por quem lutar
Eu já tenho a mim e se sinta ultrajado
Por não ser quem quero amar

Eu quero ver horizontes novos
Eu tenho por quem sonhar
Seu nome é Hemanuelle,  abra os olhos
É por ela que sempre irei amar!

Não, eu não peço muita coisa, enfim.
Eu somente quero a verdade
Sinceridade não é o fim
Isso é apenas e somente o restart

Por que enganou e mentiu
Para tanta coisas irrisória?
Se foi eu que você destruiu
Com todos seus atos de falsa glória!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Remédios e Tédios


Essa dor de cabeça invoca
A dor sufocante do nada
Isso me invade, sufoca
Isso me faz ficar parada

Esperando um milagre
Esperando uma ajuda anônima
Não sei se já é tarde
Talvez o erro é ser catatônica

Eu fico aqui estacionada
Olhando pela janela e vendo o céu
Um tanto maravilhada
Mesmo estando ao léu

Fumando alucinadamente
Tomando meus remédios
Que desmancham minha mente
Que me trazem sonos e tédios

Cadê aquela mão amiga que não peço?
Aonde foi parar o meu ânimo?
Dizem que isso tudo é porque não rezo
Dizem que é apenas desânimo

Não preciso rezar para ser feliz
Não preciso de religião pra ser amada
E você mesmo que se contradiz
Com essa sua Guerra Sagrada!


Beethoven Moonlight Sonata (Sonata al chiaro di luna)

video


Signature Van Beethoven.svg

Beethoven nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe, o melhor mestre de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, e lhe deu a conhecer os grandes mestres alemães da música.
Pense nisso antes de acharem que música clássica só remete a à alta classe da sociedade. Música é para todos!

Essa música tem poderes sobre mim! E sei que sobre muitas pessoas também. Logo postarei mas poesias ou algum texto. Enquanto isso se deliciem com o Mestre Ludwig Van Beethoven!

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Deu um branco...

A folha está em branco
Não sei o que pensar
Daí me dá um tranco
Posso estar em qualquer lugar!

Posso ser uma vampira de mil anos
Posso ser um velho combatente
É só eu escrever, sem enganos.
E ser um tanto convincente

Posso ser uma borboleta num casulo
Posso ser o veneno que te mata
No seu ouvido um sussurro,
Na sua vida quem te idolatra

Mas posso ser cruel como a morte
E te pegar desprevenido...
Enquanto você achar que sou forte
Na verdade estou deprimido

Posso navegar por todos os mares
Conhecer todas as pessoas
Eu posso ser estes lugares
Eu posso ser essas pessoas!

Posso falar de fadas e magia
E até mesmo ser um sonho seu
Mas posso encerrar com a alegria
Quando a personagem for apenas eu...

Andarilha da Noite

Ando solitariamente na rua
Na calada da noite
Sinto-me livre e nua
Livre daquela foice

Livre do medo que carrego comigo
O medo de seguir em frente
O céu estrelado é meu único amigo
Na noite me sinto diferente

Sou noturna como um vampiro
Que pelo sangue fica sedento
Meu vício é o cigarro, amigo.
É com ele que me esquento

Não sou mulher e nem homem
Sou uma simples andarilha errante
Alguns fazem sexo, outros dormem.
Eu sigo meu caminho adiante

Olhando para esse céu estrelado
E essa lua cheia de presunções
Não sei quem acordará do meu lado
E nem se partirei corações

Sou uma cigana, sem roteiro.
Apenas continuo caminhando
Meu coração é forasteiro
É a noite que ele continua amando

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ratos Soropositivos



Minha cabeça estourando com a dor
O cigarro antes fazia efeito
Sei que tudo parece que falo de amor
Mas isso não me parece direito

Eu vejo esses jovens bebendo,
Assim como eu, e fumando.
Mas sei que não estão percebendo
E sei que não estão se importando

Sexualmente ativos
Tecnologicamente preparados
Futuros soropositivos
Futuros cobaias como ratos

Adolescência é uma mutação
Eu sei como é difícil
Não me venha com essa de geração
Sua ignorância é perceptível.

Seus pais onde estão?
Suas mães controlam o que?
Ficam como o coração na mão,
Esperando vocês vendo TV?

Esse mundo está perdido, eu sei.
Fico preparada com o que vir
Mas não digam que não avisei
Quando tudo começar a ruir

O Deserto Que Me Abriga

Não pertenço a nenhum lugar
O meu destino não cabe na minha mão
Eu nem sei qual caminho tomar
Eu só coloco meus passos no chão

Meus cigarros são como areias nos dedos
Acabam sem antes eu perceber
Eu ando na noite, sem medos.
Eu nem tenho o que perder

Eu não procuro uma saída
Eu nem anseio pela chegada
É que sou meio distraída
Confundida com drogada

No espelho o que reflete são desejos
Não me vejo como sou
Espero facadas ao invés de beijos
Prefiro o ódio ao amor

Não sou pessimista, eu vejo o mundo.
Não espero carinho de quem me apedreja
Não sou como todos que querem tudo
Eu só quer cigarros e a minha cerveja

Todos dormem e estou aqui
Lutando pelos meus demônios
Talvez eu já esteja a dormir
E isso não se passa de um sonho

Entre Fumos e Estrelas

Vou ficar aqui te esperando
Vou me desgastar por inteiro
Vou continuar fumando
Até encher meu cinzeiro

Você pode até achar que não vale a pena
Mas eu vejo o brilho no seu olhar
Fica aí, com seu martírio, que te envenena.
Eu só espero a cerveja gelar

Posso até parecer cruel
Mas não ligo para as suas definições
Depois queimarei este papel
Para que não vejam minhas rimas e emoções

Sou uma mulher de culhões, me respeita.
Posso mata-lo só com um olhar
Não procure por esse amor que espreita
Não finja que possas me amar

Eu já sei todo nosso rumo
Sei onde isso vai dar
Mais um Whisky, e eu fumo
Mais uma cicatriz pra colecionar

Não ficarei aqui esperando pra sempre
Não sou dessas que desata a chorar
Se não puder abrir sua mente
Então nunca poderás me amar

sábado, 8 de outubro de 2011

Válvula de Escape

As pessoas são valorizadas pelo ter, e não pelo ser. Somos cada vez mais impulsionados a ser o que a TV, a Internet ou qualquer outro meio de comunicação nos vende como "padrão". Nem todos caem nessa ladainha, mas são poucos. "Nós", que vimos como esse mundo é filho de uma puta cruel, nos sentimos encurralados as vezes pelos nossos próprios amigos e parentes, que seguem esse padrão de vida e entram nesse sistema fodido, como se fosse a coisa correta a fazer. Se sou gorda? Se sou atéia? Se sou nerd de verdade? Quem se fode ferra sou eu, com minha mente que entra numa espiral. Isso porque é difícil se manter sã, devido a tanta coisa que se é dita para ser feita. E para esse gados que seguem seus peões a vida é simples. E eu é que complico quando abro minha mente e vejo que o mundo é um porra do caralho lixo?! Dizem que temos o livre arbítrio, cada um faz o que melhor lhe convier, desde que arque com as consequências, somos livres para buscar o nosso destino (aff). Então porque ninguém respeita quem vai contra suas opiniões? É uma pergunta sem resposta. Muitas vezes achamos que somos o que queremos ser, e logo em seguida vemos que simplesmente existimos, e não temos a menor possibilidade de ser o que realmente pretendiámos. Diante disso, procuramos por uma Válvula de Escape, uma desculpa, uma saída. Que pode ser visto como maléfico para nós mesmos ou para outras pessoas. E olha pra mim pra ver se eu ligo... Nesse mundo onde o que é bom hoje e amanhã já não serve mais, somos testados a todo momento e querem que nos reciclamos sempre. Mas como assim?! E se eu quiser ser uma velha turrona com apenas 20 e poucos anos? Posso, querida sociedade filha da puta?! Nós temos que ser heróis e vilões durante o dia a dia, e quando nos damos conta, a vida passou tão rápido, e quando olhamos bem vemos que fomos apenas mais um, não acrescentamos nada de bom ou de ruim. E daí se eu não quero escrever um livro, plantar uma árvore, e ter um filho?! Não posso plantar um livro, ter um livro e escrever um filho???

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Guerra Sem Fim

"Por dentro eu vou morrendo
Lutando contra o tempo maldito
Apagando tudo o que foi dito
Sofrendo pelo o que vou desfazendo

Mas ao mesmo tempo que corro, fico
E então o sentido se esvai
Eu enfrentando meu mundo que se desfaz
E sorrindo, para mim mesma minto

Minha alma esgotada, reclama:
Para que tantos choros e lamúrias?
Para que tanto amor e tanta fúria?
Se apenas eu me afundo na lama?

Eu só corro em círculos
Eu só viajo no tempo
E eu nem mesmo lembro
Dos meus ataques ridículos

Essa sociedade maldita molda tudo
E o meu peso não cabe nesses moldes
E minha enfermidade é que tudo fode
Nem pela minha morte eu ficaria de luto!

Mas essa guerra comigo não tem fim
Nem se minha alma arrebentasse minhas veias
Nem lavada com o meu sangue ficaria menos feia
Porque ela ainda se lembraria de mim!

E então por aqui eu espero
Para que se realize a minha morte
Porque eu nem tenho essa sorte
Mesmo sendo tudo o que mais quero!"

Metamorfoses

"Quando me fecho para mim mesma,
e o céu já não é mais azul.
Tento me despertar, achar algum solução.
Abro a janela do meu quarto e ouço o mundo.
O Sol invade meu corpo,
a sombra briga por espaço.
Então inicia-se uma batalha feroz:
Sentir-se culpada de ser feliz
ou se cansar de sofrer?
O que faço eu?
Choro de felicidade e sorrio de dor!
Insanidade por um mundo novo!
Mas sei que tudo é em vão.
A tristeza é passageira...
A alegria não tem endereço fixo...
Eu me desdobrando, me despindo em duas.
Uma, melancólica e reclusa nas sombras;
Outra, disposta à tudo, um arco-íris de emoção!
Ah, a METAMORFOSE!
Um dia rastejando, noutro voando livremente!
Mas entre esse 8 ou 80 há o meu casulo.
Onde posso me conhecer e assim me libertar.
Eu Já me aceitei."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Ateísmo é...

Atheism is...
"O ateísmo não me oferece nada
Nunca o fez e nunca o fará
Não faz eu me sentir bem nem me conforta
Não está lá para mim quando estou doente
Não intervém no meu tempo de necessidade ou me protege do ódio
Não se importa se eu falho ou venço
Não enxuga as lágrimas dos
meus olhos
Não faz nada quando eu não tenho para onde ir
Não dá palavras sábias ou conselhos
Não tem professores para me ensinar
Não me mostra o que é bom ou ruim
Nunca inspirou ou animou ninguém
Não me ajuda a alcançar meus objetivos
Não me manda parar quando estou me divertindo
Nunca salvou nenhuma alma
Não leva crédito por nada que eu faça
Não me faz cair de joelhos
Não me obriga a acreditar
Não me tortura pela eternidade
Não me ensina a odiar ou desprezar os outros
Não me diz o que é certo ou errado
Não diz a ninguém que eles não podem se amar
Não diz a ninguém que eles estão no lugar errado
Não te faz pensar que a vida vale a pena ser vivida
Não tem nada a me oferecer, é verdade
Mas o motivo que o ateísmo não me oferece nada é porque eu nunca pedi
O ateísmo não oferece nada, porque não precisa
Religião promete tudo porque você quer
Você não precisa de religião ou fé
Você só quer isso porque você precisa se sentir seguro
Eu quero sentir a realidade e nada mais
O atéismo me oferece tudo que a religião um dia roubou."

>Richard Coughlan<

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Perguntas Sem Respostas

"Aonde foi que me perdi e nao percebi,

deixando minha lucidez em qualquer esquina,

abandonando de vez a minha sanidade por um amor em vão?


Sem aproveitar os momentos preciosos,

as conversas empolgantes e tardes ensolaradas?


Como fui me privar da liberdade que sonhei e busquei,

da paz e da tranquilidade de não amar ninguém?


Porque continuo a brincar com fogo, se meu corpo inteiro arde

pelas chamas malditas que eu mesma atiei sobre mim?


Como fui entrar nesse labirinto de ilusões, se ninguém segurará minhas

pequenas mãos para me guiar, e se nem ao menos alguém me espera no fim?


Porque eu, dona de palavras conexas e críticas, me deixo abater tão facilmente

e deixo domar minha natureza tão selvagem por um simples frêmito de amor?


Como fui me perder e chegar num ponto onde já não sei mas quem sou

e o que posso ser no segundo seguinte?


Como pude acreditar num sentimento tão traidor e me deixar enfeitiçar

e ser desfalcada por um amor passageiro?

Porque cismo em sonhar com uma estrela solitária e distante se o sol brilha todas as manhãs?

E me digam, porque só agora recobro meu juízo e me sinto libertar dessas correntes pesadas,

se elas nem ao menos existem?"

H. Rodrigues