"E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti." (Friedrich Nietzsche)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Guerra Sem Fim

"Por dentro eu vou morrendo
Lutando contra o tempo maldito
Apagando tudo o que foi dito
Sofrendo pelo o que vou desfazendo

Mas ao mesmo tempo que corro, fico
E então o sentido se esvai
Eu enfrentando meu mundo que se desfaz
E sorrindo, para mim mesma minto

Minha alma esgotada, reclama:
Para que tantos choros e lamúrias?
Para que tanto amor e tanta fúria?
Se apenas eu me afundo na lama?

Eu só corro em círculos
Eu só viajo no tempo
E eu nem mesmo lembro
Dos meus ataques ridículos

Essa sociedade maldita molda tudo
E o meu peso não cabe nesses moldes
E minha enfermidade é que tudo fode
Nem pela minha morte eu ficaria de luto!

Mas essa guerra comigo não tem fim
Nem se minha alma arrebentasse minhas veias
Nem lavada com o meu sangue ficaria menos feia
Porque ela ainda se lembraria de mim!

E então por aqui eu espero
Para que se realize a minha morte
Porque eu nem tenho essa sorte
Mesmo sendo tudo o que mais quero!"

Metamorfoses

"Quando me fecho para mim mesma,
e o céu já não é mais azul.
Tento me despertar, achar algum solução.
Abro a janela do meu quarto e ouço o mundo.
O Sol invade meu corpo,
a sombra briga por espaço.
Então inicia-se uma batalha feroz:
Sentir-se culpada de ser feliz
ou se cansar de sofrer?
O que faço eu?
Choro de felicidade e sorrio de dor!
Insanidade por um mundo novo!
Mas sei que tudo é em vão.
A tristeza é passageira...
A alegria não tem endereço fixo...
Eu me desdobrando, me despindo em duas.
Uma, melancólica e reclusa nas sombras;
Outra, disposta à tudo, um arco-íris de emoção!
Ah, a METAMORFOSE!
Um dia rastejando, noutro voando livremente!
Mas entre esse 8 ou 80 há o meu casulo.
Onde posso me conhecer e assim me libertar.
Eu Já me aceitei."