"E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti." (Friedrich Nietzsche)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Guerra Sem Fim

"Por dentro eu vou morrendo
Lutando contra o tempo maldito
Apagando tudo o que foi dito
Sofrendo pelo o que vou desfazendo

Mas ao mesmo tempo que corro, fico
E então o sentido se esvai
Eu enfrentando meu mundo que se desfaz
E sorrindo, para mim mesma minto

Minha alma esgotada, reclama:
Para que tantos choros e lamúrias?
Para que tanto amor e tanta fúria?
Se apenas eu me afundo na lama?

Eu só corro em círculos
Eu só viajo no tempo
E eu nem mesmo lembro
Dos meus ataques ridículos

Essa sociedade maldita molda tudo
E o meu peso não cabe nesses moldes
E minha enfermidade é que tudo fode
Nem pela minha morte eu ficaria de luto!

Mas essa guerra comigo não tem fim
Nem se minha alma arrebentasse minhas veias
Nem lavada com o meu sangue ficaria menos feia
Porque ela ainda se lembraria de mim!

E então por aqui eu espero
Para que se realize a minha morte
Porque eu nem tenho essa sorte
Mesmo sendo tudo o que mais quero!"

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