"E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti." (Friedrich Nietzsche)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Andarilha da Noite

Ando solitariamente na rua
Na calada da noite
Sinto-me livre e nua
Livre daquela foice

Livre do medo que carrego comigo
O medo de seguir em frente
O céu estrelado é meu único amigo
Na noite me sinto diferente

Sou noturna como um vampiro
Que pelo sangue fica sedento
Meu vício é o cigarro, amigo.
É com ele que me esquento

Não sou mulher e nem homem
Sou uma simples andarilha errante
Alguns fazem sexo, outros dormem.
Eu sigo meu caminho adiante

Olhando para esse céu estrelado
E essa lua cheia de presunções
Não sei quem acordará do meu lado
E nem se partirei corações

Sou uma cigana, sem roteiro.
Apenas continuo caminhando
Meu coração é forasteiro
É a noite que ele continua amando

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